Para estrategistas, 2010 será o ano das eleições nas redes sociais da internet
Do IG:
O secretário de Comunicação do PV, Fabiano Carnevale, concorda que o carisma de Marina ajuda, mas ele conta com a rede própria para alterar a ideia de “já perdeu”.
“A internet cada vez mais quebra a lógica de que o marqueteiro cria a imagem do candidato e a vende como um sabonete”. Carnevale, que foi coordenador da campanha de Fernando Gabeira à Prefeitura do Rio, lembra que, em 2008, 10 mil voluntários se cadastraram pela web. “Agora, o militante age silenciosamente, mandando e-mail para as famílias, para os amigos, um link…”.
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Os estrategistas concordam que ficar só na internet seria ineficaz. A televisão e o rádio continuarão sendo os grandes divulgadores das campanhas, pelo menos enquanto durar a obrigatoriedade do horário eleitoral gratuito. Além disso, as legendas vão explorar, em 2010, a biografia de seus candidatos, seja na internet, na TV, no rádio ou nas ruas. “Não vão ser as ferramentas que vão transformar alguém, ou fazer o mesmo sucesso que o Obama. A internet nos Estados Unidos é muito diferente. É muito difícil transpor isso imediatamente”, defende Carnevale.
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O PV já lançou seu site de arrecadação, dentro do projeto Brasil Sustentável. “Não acredito que teremos muitas doações porque o Brasil não tem essa cultura. As pessoas têm muita desconfiança na política. O site é mais voltado para os filiados e simpatizantes”, explica Carnevale. Se cada um dos 259.794 filiados depositar o mínimo pedido pelo partido para cobrir os custos da operação, R$ 20, a legenda receberá mais de R$ 5 milhões.
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