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A avaliação online de serviços públicos

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Há cerca de dois meses, uma provocação do primeiro-ministro britânico Gordon Brown, que disse serem os sites que oferecem serviços privados como eBay e Amazon mais transparentes do que os serviços públicos, causou furor.

O consultor de estratégia online para governos e empresas Ari Herzog, fez uma nota no seu blog comentando a avaliação online de serviços públicos nos EUA, considerando insuficientes os formulários de contato existentes.

Nesse caminho, é preciso superar a ideia de que um serviço de respostas por e-mail é o suficiente. É preciso engajar verdadeiramente o cidadão no processo, o que significa desenvolver ferramentas colaborativas de avaliação.

Definir uma reputação para hospitais e seus médicos, escolas e seus professores, e também prefeitos, vereadores e gestores públicos em geral pode ser uma forma de garantir uma forma participativa de avaliar e aprimorar os serviços oferecidos pelos governos.

O governo britânico prepara o lançamento de um site comparando serviços públicos. Brevemente, os usuários do sistema público de saúde do país poderão avaliar e comentar o serviço recebido. A associação de médicos criticou a medida, pois acredita que a abordagem é equivocada, já que pode transformar o serviço prestado pelos médicos num mero concurso de popularidade.

Corporativismos à parte, é importante ressaltar que a avaliação online de serviços representa um avanço para a gestão pública. No caso do Brasil, é preciso encontrar caminhos que possibilitem a avaliação de forma que possam ser utilizados por usuários de todas as classes sociais. Por isso, são necessárias ferramentas simples, acessíveis e de privacidade garantida nos próprios locais de atendimento.

O envolvimento das pessoas pode garantir a avaliação dos resultados como instrumento de ampliação da participação cidadã e da chamada accountability do serviço público, realizando o entendimento da Internet como novo espaço público, mais democrático e mais participativo.

Veja também:

  1. A Teia do Girassol: Internet, Política e o Partido Verde
  2. O Anti-guru do Obama
  3. Eleições online
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