Verdes ao centro
Mesmo não sendo o primeiro partido verde no mundo, certamente o PV da Alemanha foi o mais influente globalmente dentro do movimento de ecologia política. E de certa forma, até hoje se constituem como o principal centro da política verde internacional.
Os verdes alemães tem uma longa história de conflitos entre “realistas” e “idealistas”, que marcam profundamente o modo como hoje é o partido. Acabam de eleger Cem Özdemir, um filho de imigrante turco, como um dos porta-vozes (cargo máximo do partido, sempre um homem e uma mulher). É a primeira vez na história da política alemã que um filho de imigrante assume a liderança de um partido.
Os verdes tiveram um início radical e ativista passando por um período reformista e transitório que culminou na aliança com os social-democratas, e que governou o país no fim da década de 90 até 2006. Hoje, permanecem como uma das mais lúcidas vozes da política européia.
Mais do que o simbolismo de eleger um outsider para liderança partidária (que está sendo chamado de “Obama alemão”), é um reflexo da caminhada ao centro que os verdes vêm trilhando há alguns anos e que terá influência decisiva no movimento ecologista nos próximos anos:
O analista político Franz Walter escreveu na edição on-line do semanário “Der Spiegel” que “os Verdes não são mais alternativos; são a favor de um estilo de vida sustentável, mas celebram o consumo de luxo. Nenhum partido na Alemanha é tão dominado por uma elite intelectual”.
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Saiba mais sobre a história dos Partidos Verdes no mundo, na minha monografia de fim de curso, “Pétalas do Girassol: Identidades e Práticas dos Partidos Ecologistas”, de 2006.
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