Como uma onda

Anotem, uma onda irresistível começa a se formar pelo nome de Gabeira na cidade. Esqueçam os movimentos tradicionais. Esqueçam o abraço da Lagoa. Esse ano, até agora, a Lapa foi o nosso abraço. Se o primeiro tinha traços típicos dos anos 80, aquela sexta na Lapa teve todos os elementos da nova configuração das mobilizações deste início de século 21: foi espontâneo, autêntico e com alto poder de multiplicação.

Pesquisas confiáveis já indicam um empate técnico com o Crivella, sendo Gabeira o voto mais consolidado entre todos os candidatos.

Multiplicam-se os e-mails de apoio. Surgem as mobilizações espontâneas. Voto útil é o cacete!

Sem qualquer movimento da coordenação de campanha até agora, está surgindo uma convocação para uma caminhada do Arpoador à Copacabana neste domingo, a partir das 10h, que está virando uma imensa corrente pela internet. Vamos nessa? Rumo ao segundo turno…

Veja também:

  1. Bem-me-quer, mal-me-quer: os impasses do Girassol e um chamado ao bom senso
  2. A “onda” na Internet
  3. Reinventando campanhas
  4. Imagens das Eleições (III): 1986
  5. E-Campanha

Comments
3 Responses to “Como uma onda”
  1. Miguel Jorge disse:

    Confrade Fabiano

    Parabéns para você que como cientista social entendeu que o blog é uma linguagem-mensagem, linguagem viva, que como diria Walter Benjamin fragmentos completos, monodas circulantes em torno de cada assunto exposto com começo e fim definido, reflexões vividas que se abrem para o mundo, interpretação, ponto de vista e sintoma, ou como Nietzsche fez com sangue, lugar em que se escava as situações na forma aforismática. Assim entendo a linguagem do século 21, que começa a ser ensaida pelos blogs. Parabéns por experimentá-la de modo tão contemporâneo.

    Por outro lado, fico feliz de ver o Gabeira retomando a sua condição de protagonista da história do Brasil, começando entusiasticamente outra vez pelo Rio e no Partido Verde. Tens razão quando sua emoção transborda de alegria e revela que se forma uma onda que vai além dos movimentos tradicionais, e já não é sem tempo que o mundo real – o mundo das ruas – reclamava tais atitudes. Que bom que começou, e nada melhor do que sentir que o nosso Estado ainda possuía a capacidade de entender isso.

    Me permita ir além. Penso que a candidatura do Gabeira, independente do resultado, que também acredito estará no segundo turno, já modificou a relação política no Rio e, precisa se espalhar – aí sim como uma tisunami – pelo restante do país. Nos tempos de genoma, engenharia genética, nanotecnologia, mecatrônica, transgenia e, de partícula-Deus, surge com Gabeira a Política-Splin. Vamos em frente, pois esta história apenas está começando.

    Miguel Jorge
    (PV de Niterói)

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