Marina, Minc: dois ambientalismos
A principal característica do ambientalismo é sua multiplicidade de caminhos e práticas. Marina Silva e Carlos Minc são dois ambientalistas históricos, que representam dois tipos de “ambientalismos” (os dois predominantes no Brasil). A primeira, identificada com a Amazônia e as lutas dos povos da floresta. O segundo, representante do modelo de ambientalismo mais identificado com as questões urbanas (a chamada ecologia urbana).
É curioso ver as pessoas de fora do Rio enxergando o Minc como um “liberador sem critérios de licenças ambientais”. Minc tem uma forte identificação com o movimento ambientalista de base (em extinção, mas influente em gabinetes de ONG´s e da estrutura ambiental governos) e, mesmo que isso não signifique tanta coisa hoje em dia, marca um starting point diferente do que está sendo noticiado e percebido por ambientalistas não acostumados com o jeitão Minc de ser.
De qualquer maneira, a forma como se deu a saída de Marina indicaria uma justificativa desse comportamento das pessoas com Minc. Creio que qualquer um que entrasse, seria considerado como alguém flexivelmente mais propenso a aceitar a pauta dos setores anti-ambientalistas do governo, virtuais vencedores do (falso) embate desenvolvimentismo x ambientalismo.
É possível que Lula tenha optado por alguém identificado com um ambientalismo história para tentar reduzir o impacto negativo da saída de Marina Silva.
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