Meus livros favoritos de 2011
É como diz Caetano…
“Os livros são objetos transcendentes
Mas podemos amá-los do amor táctil
Que votamos aos maços de cigarro
Domá-los, cultivá-los em aquários,
Em estantes, gaiolas, em fogueiras
Ou lançá-los pra fora das janelas.”
Meus companheiros de viagens de avião, em trajetos longos de ônibus ou mesmo num domingo modorrento da primavera carioca. Eles fizeram minha cabeça em 2011:
Pulp, Charles Bukowski
Eu tinha um palpite de que ia descobrir alguma coisa. Ia acontecer alguma coisa. Sentia o cheiro no ar. Joguei fora o charuto. Peguei o telefone do carro e toquei para saber o resultado do nono páreo. Perdera de novo. A vida estava chata. Me senti oprimido, gasto. Os pés doíam.
Hell´s Angels, Hunter S. Thompson
Estava claro que não havia espaço para esse tipo de coisa na Grande Sociedade, e a Time foi enfática ao dizer que isso estava prestes a chegar ao fim. Os subalternos da autoridades estabelecidas, de prontidão, iam dar uma lição nesses trogloditas.
O Amor é um Cão dos Diabos, Charles Bukowski
Um cão apenas
caminhando sozinho numa calçada quente em pleno
verão
parece ter mais poder
do que dez mil deuses.por que isso?
Visões de Cody, Jack Kerouac
(…) porque meu próprio quarto é assombrando à noite, quando eu me pego embaralhando as cartas da memória ou a memória embaixo do maço, e também percebo a tragédia, a solidão da minha mãe.
O Essencial da Década de 1970, Caio Fernando Abreu
A princípio os cavalos eram mansos. Inofensivos como moças antigas fazendo seu footing na tarde de domingo. Foi só depois de certa convivência, ganhando intimidade, que começaram a tornar-se perigosos, passando da mansidão à secura e da secura á agressividade.
A Política da Mudança Climática, Anthony Giddens
Uma variedade meio atordoante de pontos de vista filosóficos foi associada aos verdes. (…) o pensamento político verde pauta-se por duas linhas fundamentais – uma teoria verde de valor e uma teoria verde da ação. A primeira nos diz o que os verdes valorizam e por quê; a segunda, como agen (ou devem agira) na busca desses valores.
Coisas da Fazenda, sem autor
Esse só diz nomes genéricos, como “fazendeiro”, “galinha”, “cavalo” ou “ovelha”… Maria se diverte quando digo que o fazendeiro se chama “Adamastor”, a galinha é “carijó”, o cavalo é “pangaré” e a ovelha é a “gadelha” (desculpa Mel, foi o que rimou)… Qualquer semelhança com a realidade é a mais pura ficção para encantar os pensamentos da minha filha (e os meus também, porque não?).
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